EL NINE'S club

Profile    Pergunte-me algo.   

Desde 1987.

May 10, 2012 at 12:38am

8 notes

Livrai-nos das pontes. E que possamos dizer: boa noite.

12:28am

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Mas eu não acredito. Em estruturas. Acredito nas fissuras. No mal que há no bem. Acredito até mais no ódio dentro do amor do que no amor, veja bem. Esses disparates, que são os homens e as mulheres. Passam cegos, sem tatear, derrubando tudo. Mas isso também é mentira. Não derrubam nada. Pelo contrário, trancafiam-se dentro do imaginário e perdem a coragem de por o pé pra fora. Perdão. Nunca consigo ser sincera demais. Antes de terminar destruo tudo. Acendo uma fogueira e fito ela durante todas as outras horas, a-nes-te-si-an-do

em que mesmo eu pensava?

Me peçam glória, eu aponto os prédios. Cansam em duas horas. Uma árvore vista de cima desaba isso em 15 minutos. Quanto vale um bocejo de-li-ci-o-sa-men-te-bo-ce-ja-do-a-té-o-fim?

Niente, meu caro amigo. Essa vida não faz o menor sentido. E eu nem estou aqui para tentar mudar isso. Sinto muito. It’s all over.

12:23am

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hay que tremer pero sin perder las estruturas jamáz!

May 7, 2012 at 5:26pm

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Meu amor manso tem as pernas mais lindas que já circularam os jardins debaixo da ponte. E é com elas que pisa os meus cacos. Sol e lua, somos dois perdidos que se acharam, procurando antidotos para a desnutriçao da alma. Meu amor é um leão da juba louca e adora morder-me os pedaços. Meu amor é o rei do meu cangaço. Me morde, sem medo de ar. Seus beijos me fazem respirar fundo. Ele suspira: au au. Cão dos infernos, meu céu. Somos deuses, desses que namoram tudo.

10:00am

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Anonymous asked: E aí Arianne? Não vai escrever mais nada? Estes últimos textos foram sensacionais. Época de colheita menina... Escreve. Vai...

Dando tempo ao tempo. :)
Obrigada pela visita e tudo mais. A vida corre tão solta em alguns dias que não dá pra agarrar palavra nenhuma e, se desse pra fazer isso, duvido se alguma grudaria no papel de boa vontade.
Um abraço daqui.

April 11, 2012 at 9:26am

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Acabo de conhecer uma moça. Seu nome começa com A, assim como o meu. No início tinha um olhar vivo como a maré, azul ou verde? Na falta de planos, impôs uma vontade ao coração sem destino. Seguir adiante, num plano incomum. Como uma antiga amiga, creio que seria capaz de persistir mesmo que não houvesse forças as quais se agarrar.
Houve um tempo em que soube que é preciso agarrar-se a algo. Propor-se um destino incrível pode ser algo a que se possa agarrar. A vontade é não afundar. Estar ali, mergulhada, mas não afogar-se. Não morrer.
Eu também me inicio no A, mas não sei aonde ir. Gostaria de poder propor-me algo e simplesmente seguir. Ultimamente tenho tido medo e pensamentos tolos que sinto que não me levarão a lugar algum. Simplesmente vejo mais graça em fazer as coisas que me alimentam o corpo. Alimentando assim, a minha alma. Que não sente fome.
Jurei a mim um pequeno plano que não vejo correr. Sinto que não pretendo forçar nada e que não é o momento. Não sei se o momento chegará algum dia. Parece-me melhor viver um destino intenso, que venha realmente em partes, se abrindo. A vida me parece bonita quando assemelha-se a uma cortina que dança pelo vento que vem surgindo pela janela esquecida aberta. Não saber é a minha maior alegria e a minha maior tristeza. Bem que eu adoraria poder falar com certeza sobre as decisões remotas dos homens distantes, dos países que não são meus e mesmo do meu próprio país. Mas tudo isso se esvai da minha memória com mais facilidade do que palavras como paleidolia ou cosmologia. Imagine só que eu daria tudo para, ao fechar meus olhos, estar flutuando pelo espaço, sem que isso me machucasse, como se fosse possível estar em qualquer outro lugar que não entre os homens, em cidades, ouvindo os carros passando, vendo grades antes do céu.
Quanta bobagem, digo. Mas terei de ser sincera se quiser descobrir algo. E é isso mesmo que sou. Uma sonhadora de bobagens. Que gosta do barulho da água e prefere antes a invenção de um mundo do que o mundo.

Acabo de conhecer uma moça. Seu nome começa com A, assim como o meu. No início tinha um olhar vivo como a maré, azul ou verde? Na falta de planos, impôs uma vontade ao coração sem destino. Seguir adiante, num plano incomum. Como uma antiga amiga, creio que seria capaz de persistir mesmo que não houvesse forças as quais se agarrar.


Houve um tempo em que soube que é preciso agarrar-se a algo. Propor-se um destino incrível pode ser algo a que se possa agarrar. A vontade é não afundar. Estar ali, mergulhada, mas não afogar-se. Não morrer.


Eu também me inicio no A, mas não sei aonde ir. Gostaria de poder propor-me algo e simplesmente seguir. Ultimamente tenho tido medo e pensamentos tolos que sinto que não me levarão a lugar algum. Simplesmente vejo mais graça em fazer as coisas que me alimentam o corpo. Alimentando assim, a minha alma. Que não sente fome.


Jurei a mim um pequeno plano que não vejo correr. Sinto que não pretendo forçar nada e que não é o momento. Não sei se o momento chegará algum dia. Parece-me melhor viver um destino intenso, que venha realmente em partes, se abrindo. A vida me parece bonita quando assemelha-se a uma cortina que dança pelo vento que vem surgindo pela janela esquecida aberta. Não saber é a minha maior alegria e a minha maior tristeza. Bem que eu adoraria poder falar com certeza sobre as decisões remotas dos homens distantes, dos países que não são meus e mesmo do meu próprio país. Mas tudo isso se esvai da minha memória com mais facilidade do que palavras como paleidolia ou cosmologia. Imagine só que eu daria tudo para, ao fechar meus olhos, estar flutuando pelo espaço, sem que isso me machucasse, como se fosse possível estar em qualquer outro lugar que não entre os homens, em cidades, ouvindo os carros passando, vendo grades antes do céu.


Quanta bobagem, digo. Mas terei de ser sincera se quiser descobrir algo. E é isso mesmo que sou. Uma sonhadora de bobagens. Que gosta do barulho da água e prefere antes a invenção de um mundo do que o mundo.

March 27, 2012 at 10:53am

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March 24, 2012 at 8:07am

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Difícil mesmo é deixar
Abrir os dedos da mão
Respirar
Tomar a cerveja, comer o pão
Caminhar

Vejo tudo ao contrário
Os dias são vertiginosos e todas as feras cravam os dentes ao que lhes pertence

Eu, mais caracol caracujo que fera, finjo-me fera sou fera quero dentes que não tenho quero amar

quero esse ar de quem não quer nada e tem tudo dentro, mirando firme o horizonte os montes vivos

Quero um terreno tranquilo e molhado
Não silencioso mas calmo

A selvageria elegantérrima que encontro na terra não no estrume

March 20, 2012 at 7:28pm

1 note

March 18, 2012 at 7:20am

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abusado

Menos perigoso que estripulia infantil, usava os olhos absolutamente indisciplinados para assustar as criancinhas da rua. Trocava de pele num ritmo íntimo, pior que braile. Uma incompatibilidade de códigos. Não tinha aquele pé pós pé gentil. Nem mãos grandes ou outro vestígio.
Do nada ele cospe em você, milimetricamente indiferente pra gerar dúvida.
Usa a disritmia dos passos para te deixar meio abobalhada e submerge numa lentidão irritante, tentando ser implacável sem o menor jeito pra assimilar o avesso.


Sabe quando a raiva pega fogo de uma palha qualquer e se atrapalha com as cores da própria chama?


Eu nem me precipício, minuciosamente arquitetada pra gerar labirinto…

6:44am

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6:43am

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6:41am

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6:35am

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6:14am

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cantarocantar asked: oi, Arianne. A mariposa negra que eu acordei ontem Por chorar muito alto Assustando a madrugada Bonita imagem. Todo o poema, aliás. Mas, olha, é ''essa sobrancelha''. O m foi parar lá como intruso. abraço!

hahahaha, obrigada!

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